Dia 4 de outubro teremos as eleições brasileiras. E eu quero deixar uma coisa muito clara: não é pretensão da AEASP ensinar aposentado em quem ele deve votar para presidente ou governador. Eu tenho o meu candidato, e cada um de vocês tem o seu. Isso faz parte da democracia e da liberdade de cada cidadão.
Mas nós temos o dever e o direito de orientar vocês sobre as eleições para deputado federal, deputado estadual e senador. Essa é uma das nossas obrigações como associação. A AEASP tem uma característica própria: fazer política de inclusão. E nós vamos continuar fazendo política de inclusão, custe o que custar.
É preciso que, nesta eleição, cada um faça uma análise cuidadosa. Olhe para os candidatos, veja o que defendem e para onde estão levando o país. Não estou dizendo em quem vocês devem votar. Estou dizendo que precisamos ter atenção na hora de colocar o nosso voto.
Eu fui ministro da Previdência e sei o que estou falando. Por isso, não consigo deixar de falar de uma questão que atinge milhões de aposentados, aposentadas, viúvas e viúvos: os 40% que foram retirados da renda de tantas pessoas.
Eu falo disso também por uma experiência muito pessoal. Minha eterna mulher, Isabel, ficou seis anos muito doente, acamada. Eu cuidei dela no que pude. E muitas vezes pensei: se eu tivesse morrido primeiro, ela receberia apenas 60%. Como seria? Como fariam os meus filhos para cuidar de uma pessoa naquela situação?
Eu vivi isso dentro da minha própria casa. Mas quantas milhões de aposentadas e aposentados estão vivendo situações semelhantes?
É por isso que eu digo: precisamos escolher com cuidado. Não podemos ser invisíveis. Precisamos saber quem estamos colocando no Congresso e quais serão as consequências das nossas escolhas.
O aposentado tem voz. O aposentado tem experiência. E o aposentado também tem o dever de participar.
Antonio Rogério Magri
Presidente da AEASP

